Tal como actriz atirada para o cenário em improviso, sem guião... preparada para o nada. E o nada é tanto, naquele momento. cada palavra determina a acção que virá a seguir. Não tenho pistas cronológicas, não tenho pistas de todo. Deixo-me fluir tentando não baralhar os acontecimentos, A linha é ténue, a linha balança, a linha quebra de vez em quando... E é esse o auge, tal qual uma obra por esculpir, da qual o pano caiu... Quando visto fora de cena, é tão surreal quanto a própria realidade do momento. A confusão, o embaraço, os olhares embriagados pela emoção, a mente que teimosa e irrequieta, não sossega na procura de sinais, um estalar de dedos bastaria. Mas, não. Nunca são tão óbvios assim. Saio de cena, com a sensação de que nunca deveria ter entrado... Assim,fora de cena. Eis que dou ouvidos à minha música interior e deixo-me guiar... deixar o controlo ir... ressacar a sua ausência... numa tranquilidade inesperada,...