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Hoje soube que sempre estiveste comigo.  Consegui sentir-te em todos os meus silêncios. O vento soprou ao meu ouvido como o som da tua voz, e consegui ver o teu olhar parar sobre mim. Senti a tua mão pousar no meu ombro quando engoli o grito que queria chamar-te. Senti-te na resiliência dos meus dias passados. Mas, não chega! Nunca chega! A insatisfeita saudade continua ingratamente a latejar, apertando-me lentamente. E lentamente, respiro fundo. E lentamente estarei mais perto. Rosa do vale do rio

Acaso (do latim: a casu, sem causa)

Eu sei que é um clichê mas, não  é  por isso que deixa de fazer sentido... Ninguém  se cruza no meu caminho por acaso. E, por acaso do acaso, cada vez mais acredito nisso. Como pecinhas de puzzle tudo acaba por encaixar. Infelizmente nem sempre esses cruzamentos de acasos, são de encaixe simples, mas acabam SEMPRE por fazer sentido. E quando os acasos são  bons, são tão merecidos que fazem qualquer dificuldade parecer apenas a pimenta, o sal, o tempero necessário. Rosa do vale do rio

Meu céu, meu chão.

Caiu um ar tão fresco, ar que tira sede. Veio e trouxe este cintilante cenário a perder de vista. Olhando o céu, assento meus pés na terra. O silêncio vem atrasado, mas afinado e sereno. Tão cúmplice. Um silêncio musical que não se ouve, Mas que dá para escutar. Rosa do vale do rio

Ser mãe é ser saudade.

É ser fado, é ser alma de ser. Tão presente, quanto ausente. Ser mãe é ser que sente mais do que sente. É sentir extra-mente, Extremamente! Rosa do vale do rio

Almas, apenas...

Dizem que somos almas fugidias. Somos de fugir de medo! Diria que fugimos de medo de ser fugidias no tempo que teima em acelerar. Rosa do vale do rio

Estranho-me

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Estranho a apatia das coisas que deixam de incomodar. E caminho como estranha. Estranho-me neste mundo que chamam civilizado, construído por pontes de cínismo. O mundo civilizado onde é mais fácil olhar para quem sorri falsamente, do que para quem chora de verdade. Rosa do vale do rio

Escreve, Apaga!

Já ando há uns dias neste escreve e apaga, numa procura de palavras indecifráveis, As mesmas palavras que os olhos dizem, e que a voz não irá nunca verbalizar. Ficam os pensamentos, esses errantes, deslumbrados por impossíveis pausas no tempo. Rosa do vale do rio